Conversas no 100 – Mundo [en]contraste

No 100, da Rua da Escola Politécnica, abrimos um ciclo de 4 conversas sobre contrastes que nos habitam e inquietam – guerra e paz, vazio e cheio, silêncio e ruído, inclusão e exclusão – para reflectir o mundo e repensar o que somos. Como habitualmente arte e reflexão entrecruzam-se ao longo do ciclo. 

Conversas no 100 – Mundo [en]contraste

Silêncio e Ruído

22 de outubro | 19h00
Casa de São Mamede, Lisboa

Lisboa é uma cidade que pulsa, de sons, de passos, de motores, de vozes. Uma cidade viva, que canta e protesta, que vibra e se expande. Mas, no meio deste ruído urbano, mediático, emocional, ainda é possível escutar?

Nesta conversa, partimos do contraste do silêncio e do ruído, mas quisemos ir mais longe e mais fundo.

Neste diálogo, tivemos dois olhares que se cruzaram. O Bruno Miranda falou-nos de uma cidade como espaço vivo, onde ruídos e silêncios não são apenas fenômenos sonoros, mas também expressões sociais, políticas e culturais, e a própria cidade de Lisboa como um laboratório de investigação no recente projeto eMOTIONAL Cities. Por sua vez, a Jenny Silvestre trouxe a música como território onde silêncio e ruído se encontram e se transformam, convidando a escutar o que emerge dessa relação como criação, diálogo e reinvenção artística.

A Irmã Jesus Armez concluiu a conversa retomando o essencial e deixando-nos com o desafio de continuar a pensar: será possível escutar no meio do ruído urbano, mediático e emocional?

Para terminar, um momento musical por Jenny Silvestre na espineta.

Para terminar, um momento musical por Jenny Silvestre na espineta.

OS CONVERSADORES

Bruno Miranda

Neurologista e investigador na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

 

Bruno Miranda é médico com doutoramento em Neurociência pela University College London. Atualmente é Professor Auxiliar na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. O seu trabalho foca-se na forma como os princípios da aprendizagem e da tomada de decisão podem explicar manifestações neuropsiquiátricas, caracterizadas por falhas em aprender ou agir a partir de modelos do ambiente. Assim, com o projeto eMOTIONAL Cities, procura compreender de que forma um plano de urbanização pode influenciar a saúde e o bem-estar das populações, bem como identificar os efeitos biológicos e cognitivos que o ambiente urbano pode ter nas pessoas que nele vivem.

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Jenny Silvestre

Presidente da Academia Portuguesa de Artes Musicais

 

Jenny Silvestre é cravista, doutoranda em Ciências Musicais Históricas pela Universidade Nova de Lisboa, fundadora e presidente da Academia Portuguesa de Artes Musicais. Como intérprete, estreou obras de compositores como Eurico Carrapatoso, Sérgio Azevedo e Bruno Gabirro, tendo atuado em órgãos históricos a solo e em música de câmara. Dirige os Congressos Internacionais de Musicologia Histórica e o Laboratório de Ópera Portuguesa, conciliando carreira artística, investigação e programação cultural.

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