Luiza Andaluz Centro de Conhecimento, em parceria com a Égide – Associação Portuguesa das Artes, dá continuidade ao Ciclo “Música no 100”.
29 de março, 2025 | 17h
De um Turbilhão de ondas
“História do soldado”
PROGRAMA
16h15 | Abertura de Portas
17h00 | Concerto
De um Turbilhão de ondas
“História do soldado” de Igor Stravinsky
Mário Redondo, narrador
José Pereira, violino
Adriano Aguiar, contrabaixo
Cândida Oliveira, clarinete
Lourdes Carneiro, fagote
António Quítalo, trompete
Hugo Assunção, trombone
Pedro Silva, percussão
Joaquim Ribeiro, direção musical
“A confiança em Deus é caminho seguro nas dificuldades da vida.”
Luiza Andaluz
A viragem para o século XX foi um tempo de fortes mudanças na Europa, algumas das quais Portugal foi protagonista.
Logo em 1910 era instaurada a República, regime que cortava radicalmente com a nossa herança monárquica.
Pese embora as virtudes do modelo republicano, a verdade é que, do período revolucionário da 1ª República, resultaram os excessos e instabilidade próprias da implementação de uma nova forma de governar que era, de resto, desconhecida em grande parte da Europa de então.
A agravar o doloroso processo revolucionário, em 1914 iniciava-se o primeiro conflito armado à escala global da História, a Grande Guerra. A jovem Luiza viveu estes tempos conturbados num grande turbilhão de emoções. Desde logo, pelo sentimento de revolta que terá sentido assim que as Ordens Religiosas foram proibidas em Portugal, as mesmas Ordens que tinham garantido ao longo da História o amparo e educação de gerações e gerações de meninas e meninos. Terá sido a partir dos jornais, e, mais especificamente, do pequeno rádio que sempre a acompanhou, e das notícias que as suas ondas electromagnéticas emitiam, que Luiza Andaluz se manteve sempre muito atenta à evolução conjuntural. De resto, o seu enérgico interesse por tudo o que se passava no mundo acompanha-la-ia até ao fim da sua vida, utilizando a sua confiança em Deus para fazer a diferença nos momentos de maior dificuldade.
Luiza Andaluz foi uma mulher do mundo e para o mundo, um mundo que na aurora da República se configurava a seus olhos em desordem, numa espécie de permanente estado de crise e órfão das casas que haviam votado à construção da dignidade humana e do bem comum, particularmente na formação integral de jovens mulheres, a maior parte da sua existência.
Foi desta leitura factual da realidade que resultou a criação do Colégio Andaluz.


