Recital de Agosto 2026

A Catedral de Santarém, na cidade onde nasceu e viveu Luiza Andaluz, recebe, a 20 de agosto, pelas 21h00, a 7.ª edição do Recital de Agosto.

A Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima promove este Dia de Luiza Andaluz, numa noite em que a música se entrelaça com a espiritualidade e a sua vida inspiradora. Este ano, com a curadoria de Jenny Silvestre, a Missa Grande de Marcos Portugal guiar-nos-á pela dimensão social da vida de Luiza.

A Missa Grande (c. 1782-90) é uma notável obra religiosa de Marcos Portugal. Será interpretada pelo Grupo Vocal Olisipo, fundado em 1988, e dirigido por Armando Possante.

O evento é promovido em parceria com a Diocese de Santarém e o Museu Diocesano de Santarém e com o apoio da Câmara Municipal de Santarém, União de Freguesias da Cidade de Santarém e W Shopping.

Entrada livre. Todos são convidados a participar.
Recomendamos que reservar o seu lugar através de geral@lacc.pt ou 938 829 003 ou no botão abaixo.

Grupo Vocal Olisipo

Fundado em 1988 e dirigido desde então por Armando Possante, o Grupo Vocal Olisipo é uma das mais prestigiadas formações corais portuguesas. O seu repertório abrange mais de oito séculos de música, do período medieval à criação contemporânea, destacando-se pela interpretação de obras de compositores portugueses e estrangeiros.

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O Grupo Vocal Olisipo foi fundado em 1988, tendo sido desde então dirigido por Armando Possante. O seu repertório é vasto e eclético, abrangendo obras que vão do período medieval aos dias de hoje. Colabora frequentemente com compositores, tendo apresentado em primeira audição obras de Bob Chilcott, Ivan Moody, Christopher Bochmann, Eurico Carrapatoso, Vasco Mendonça, Luís Tinoco, Manuel Pedro Ferreira, Anne Victorino d’Almeida, António Pinho Vargas, Carlos Marecos, Daniel Davis, Edward Luiz Ayres d’Abreu, Fernando Lapa, José Carlos Sousa, Nuno Côrte-Real, Sérgio Azevedo, Tiago Derriça e Pedro Lima.

       Frequentou cursos de aperfeiçoamento com dois dos mais prestigiados ensembles mundiais da actualidade, “Hilliard Ensemble” e “The King’s Singers”, e também de interpretação de ópera barroca com Jill Feldman.

Conquistou já diversos prémios em concursos, nomeadamente uma menção honrosa no Concurso da Juventude Musical Portuguesa e o Primeiro Prémio nos concursos International May Choir Competition em Varna, Bulgária, Tampere Choir Festival na Finlândia, 36º Concorso Internazionale C.A.Seghizzi em Gorizia, Itália e 5º Concorso Internazionale di Riva del Garda em Itália, e vários prémios de interpretação.                       

Efectuou inúmeras actuações por todo o país, tendo-se já apresentado nos principais Festivais de Música em palcos como os do Centro de Arte Moderna, Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional de S. Carlos, Casa da Música e Teatro Rivoli, entre muitos outros. Tem colaborado com vários ensembles instrumentais e orquestras, como o Quarteto Lacerda, Quarteto Arabesco, Capella Real, Músicos do Tejo, Academia de Música Antiga, Orquestra de Cascais e Oeiras, OrchestrUtopica, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra do Algarve, Orquestra Filarmonia das Beiras e Orquestra Metropolitana de Lisboa.

     Participou como convidado no congresso da ABCD em Inglaterra, no Festival 500 no Canadá, no International A Cappella Festival em Singapura para além de concertos em vários festivais na Alemanha, Bélgica, Bulgária, Espanha, Finlândia, França, Inglaterra, Itália e Polónia. O grupo orientou também diversos workshops para coros e maestros de todo o mundo. 

     Em cinema participou no filme “As variações de Giacomo” onde contracenou com os actores  John Malkovich  e Veronica Ferres e com os cantores Miah Persson, Florian Bösch, Jonas Kaufmann e Topi Lehtipuu.

Participou em vários programas de Televisão e Rádio em Portugal, destacando-se um Especial de Natal para a RTP e o Early Music Day 2019 para a Antena 2/EuroRadio

     Gravou o Officium Defunctorum de Estêvão de Brito e as Matinas de Natal de Estêvão Lopes Morago, Cantatas Maçónicas de Mozart, “Tenebrae”,  com música de Francisco Martins e Manuel Cardoso, o “Magnificat em Talha Dourada” de Eurico Carrapatoso, “Herança”, dedicado a compositores da Escola de Música da Sé de Évora e “Fiat Lux”, com música de Eurico Carrapatoso, Tiago Derriça e Anne Victorino de Almeida. Editou em 2024 “Uma Grande Razão”, dedicado à obra do compositor Christopher Bochmann.

Armando Possante (Diretor Artístico, Barítono)

Maestro, barítono e pedagogo, Armando Possante é uma das figuras de referência da música coral portuguesa.

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Fez os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu os Cursos Superiores de Direcção Coral, com o Professor Christopher Bochmann, Canto Gregoriano, com a Professora Maria Helena Pires de Matos, e Canto, com o Professor Luís Madureira. Foi-lhe atribuído o Título de Especialista em Canto pelo Instituto Politécnico de Lisboa, comprovando a qualidade e especial relevância do seu currículo profissional como professor do ensino superior. Estudou Canto em Viena com a Professora Hilde Zadek e frequentou masterclasses de canto com os professores Christianne Eda-Pierre, Christoph Prégardien, Siegfried Jerusalem e Jill Feldman. Aperfeiçoou os seus estudos de Canto Gregoriano em Itália com os professores Nino Albarosa, Johannes Göschl, Alberto Turco e Luigi Agustoni. É professor no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa. Orientou workshops no Canadá (Festival 500), Inglaterra (Congresso da ABCD), Singapura (A Cappella Festival), Espanha e Portugal, destacando-se as Jornadas Internacionais de Música da Sé de Évora, onde trabalhou frequentemente ao lado de Owen Rees e Peter Phillips. É director musical e solista do Grupo Vocal Olisipo e do Coro Gregoriano de Lisboa e membro convidado do Nederlands Kamerkoor, tendo-se apresentado em concertos na Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Japão, Luxemburgo, Marrocos, Polónia, Singapura e Suiça. bem como nas principais salas e festivais de música nacionais. Conquistou o 3º prémio e o prémio para a melhor interpretação de Bach no 1º Concurso Vozes Ibéricas, o 3º prémio e o prémio para a melhor interpretação de uma obra portuguesa no Concurso Luisa Todi e o 1º prémio no 7º Concurso de Interpretação do Estoril. Foi-lhe atribuido como maestro o prémio Bärenreiter para a melhor interpretação de uma obra renascentista no concurso C. A. Seghizzi em Itália e, com o Grupo Vocal Olisipo, quatro primeiros prémios e vários prémios de interpretação em concursos internacionais na Bulgária, Finlândia e Itália. Gravou mais de duas dezenas de discos com grande reconhecimento crítico, pelos quais recebeu, entre outras distinções, uma nomeação para os prémios da SPA, o Choc du Monde de la Musique e o Diapason d’Or. Apresenta-se regularmente com a pianista Luiza da Gama Santos em recitais de Lied, tendo já interpretado obras como os ciclos Winterreise de Schubert, Dichterliebe de Schumann e Lieder eines Fahrendes Gesellen de Mahler. Como solista de oratória interpretou com as principais orquestras do país obras como Missa em Si m, Oratória de Natal, Paixão segundo São João e Magnificat de Bach, Messias de Handel, A Criação de Haydn, Nona Sinfonia de Beethoven, Petite Messe Solennelle de Rossini, Requiem Alemão de Brahms, L’enfance du Christ de Berlioz, Carmina Burana de Orff e as missas de Requiem de Mozart, Bomtempo, Fauré, Duruflé, Lopes Graça, Eurico Carrapatoso e Tigran Mansurian. Tem trabalhado também na área da música contemporânea, tendo apresentado em primeira audição obras de vários compositores como Christopher Bochmann, Ivan Moody,  Bob Chilcott, Eurico Carrapatoso, Luís Tinoco, António Pinho Vargas, Pedro Amaral, Vasco Negreiros, Sérgio Azevedo, Carlos Marecos e Nuno Côrte-Real, entre muitos outros. Estreou-se em ópera no papel de Guglielmo em Così fan Tutte de Mozart, tendo posteriormente participado em produções das óperas L’Amore Industrioso, As Variedades de Proteu, Dido and Aeneas, The Fairy Queen, Venus and Adonis, La déscente d’Orphée aux Enfers, La Donna di Génio Volubile, La Dirindina, Don Giovanni, A Floresta, Corpo e Alma, Jeremias Fisher, O Sonho, L’Elisir d’Amore e Gianni Schicchi.

Elsa Cortez (Soprano)

Soprano de reconhecido percurso artístico, Elsa Cortez desenvolve a sua atividade entre a interpretação, a música coral e o ensino.

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Iniciou os estudos musicais com 4 anos no Centro de Estudos Gregorianos de Lisboa. Começou os estudos de canto particularmente com a Profª. Mariana Oliveira, tendo completado a licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa na classe da Profª Helena Pina Manique. Concluíu o mestrado em Canto na mesma instituição, sob a orientação do Professor Luís Madureira. Realizou cursos de aperfeiçoamento técnico e estilístico com Max von Egmond, Linda Hirst, Richard Wistreich, Christianne Eda-Pierre, Elizabeth Opitz, Richard Miller, Siegfried Jerusalem, Ralph Döring, Laura Sarti e Gundula Janowitz. Estudou em Viena entre 1996 e 2001 com a Profª. Hilde Zadek. Conquistou o Prémio Armando Guerreiro no Concurso Nacional de Canto Luisa Todi (1993) e o 2º Prémio no Concurso de Interpretação do Festival de Música da Costa do Estoril (2002). É membro fundador do Grupo Vocal Olisipo, com o qual conquistou diversos primeiros prémios em concursos internacionais.  Realizou recitais e concertos nos principais espaços culturais de Lisboa (Teatro São Luiz, Espaço Acarte, Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Mosteiro dos Jerónimos), Porto (Teatro Rivoli), Almada, Beja, Caldas da Rainha, Évora, Lagoa, Montemor, Vila Nova de Gaia e Torres Vedras. Como solista de oratória, colaborou com a Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Sinfonietta de Lisboa, Sinfonietta de Ponta Delgada, Filarmonia das Beiras, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Clássica do Sul e Orquestra da ESML, entre outras. Das obras em repertório destacam-se Gloria de Vivaldi, Stabat Mater de Pergolesi, Magnificat e Matthäus-Passion de J.S. Bach, Missa em Dó m e Requiem de Mozart, Paukenmesse de Haydn, Requiem de Bontempo, Petite Messe e Stabat Mater de Rossini, Nelsonmesse e Te Deum de Bruckner, Requiem de Fauré, Gloria de Poulenc e Cantata “Catulli Carmina” de Orff. Em 2003 interpretou o ciclo “Les nuits d’été” de Hector Berlioz com a Orquestra Filarmonia das Beiras para o Festival Internacional de Música do Estoril. Integrou o coro do Teatro Nacional de S.Carlos na Temporada de 1996/97, tendo feito a sua estreia como solista como Cretense na ópera “Idomeneo” de W. A Mozart. Interpretou, em 2001, 2002, 2005 e 2007, Belinda e Sorceress da ópera “Dido and Aeneas” de Henry Purcell , e Juno em “The mirror of immortality”, um espectáculo com música de G. F. Händel, numa produção apresentada no Salão Nobre do Teatro Nacional de S. Carlos. Em 2002 e 2003 cantou o papel de Cupid na ópera “Venus and Adonis” de John Blow. Em 2007 interpretou os papéis de Daphné e Enone em “La descente d’Orphée aux Enfers” de Charpentier. Estreou-se como Fiordiligi de “Così fan tutte” e Donna Elvira de “Don Giovanni”, ambas de W. A. Mozart, respectivamente em Abril e Outubro de 2008, em versão de concerto. Em Março de 2010, interpretou “Providência” no drama musical “A morte de Luís II da Baviera” de Eurico Carrapatoso, inserido no “Filme do Desassossego” de João Botelho. Em 2011 foi “Amor” na Zarzuela “Salir el Amor del Mundo”, de Sebastián Durón. É actualmente professora de Canto no Instituto Gregoriano de Lisboa.

Margarida Simões (Soprano)

Margarida Simões integra a nova geração de intérpretes portuguesas que conciliam a ópera, a música antiga, o repertório sacro e o recital.

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Iniciou os seus estudos musicais na Escola de Música da Orquestra Metropolitana com violino. Estudou Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional com Ana Paula Russo e, mais tarde, concluiu a Licenciatura em Música, variante de Canto, na Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de Armando Possante. Atualmente encontra-se a terminar os seus estudos de Mestrado em Ensino da Música na mesma instituição. É natural de Lisboa.

            Frequentou ainda masterclasses e aulas privadas com os artistas de renome Sandra Medeiros, Susan Waters, João Paulo Santos, Lucia Mazzaria, Siphiwe McKenzie, Elena Valdelomar, James Newby, Ana Quintans. Frequentou ainda a masterclass O Teatro na Ópera com Luís Rodrigues e a atriz Ana Luísa Cruz.

            Das suas apresentações destacam-se os papéis de Dido, da ópera Dido and Æneias de Purcell no Operafest Lisboa 2025, Venus da ópera Venus and Adonis de J. Blow, de Hänsel da ópera Hänsel und Gretel de E. Humperdinck, de Rapaz de Bronze da ópera O Rapaz de Bronze de Nuno Côrte-Real e de Bastienne da ópera Bastien und Bastienne de Mozart. 

           Outros trabalhos a solo incluem o ciclo de canções Frauenliebe und -Leben de Schumann, a obra Ah! Perfido de Beethoven, a cantata Tra le Fiamme de G.F. Handel, a MIssa em Si menor de Bach, as Missas Brevis KV192 e KV194 e o Requiem de Mozart, o Gloria RV 589 de Vivaldi, o Te Deum e a Missa em SibM de Marcos Portugal, o Magnificat e a Missa em Sim de Bach, o Stabat Mater de Pergolesi e o Te Deum de Dvořák. Interpreta ainda modinhas luso-brasileiras como membro do grupo Cantos do Sabiá em diversos eventos de recriação histórica.  Também participou a solo nos Festivais ZêzereArts e Sons do Côa. 

          Apresenta-se regularmente a solo com o seu grupo de música antiga Udite (duo de soprano e cordas dedilhadas com Mariana Santos), tendo-se apresentado num concerto Antena 2 (2024) transmitido ao vivo, no 4º Ciclo de Música no Panteão Nacional, no Ciclo de Música Barroca do Concelho de Mafra InMusica (2025) e no Ciclo “Luiza no seu tempo e hoje” (2026), dedicado a Luiza Andaluz, uma iniciativa Égide.

          Em 2023 conquistou o 3.º prémio do Concurso de canto para Jovens Interpretes José Augusto Alegria (8ª edição), tendo-se apresentado no Teatro Garcia Resende (Évora) no respetivo Concerto dos Laureados.

          Tem-se apresentado integrada em vários grupos corais com os quais canta frequentemente a solo, mais notavelmente o Ensemble São Tomás de Aquino e, no passado, o Coro de Câmara de Lisboa, dirigido por Teresita Gutierrez Marques. 

            Atualmente é coralista do Coro Gulbenkian. Tem colaborado também com o Grupo Vocal Olisipo, sob a direção de Armando Possante e com o grupo de música antiga Os Músicos do Tejo.  Lecionou, entre 2023 e 2026, Técnica Vocal na Paróquia São Tomás de Aquino. 

Lucinda Gerhardt (Alto)

Lucinda Gerhardt dedica a sua atividade artística sobretudo à música antiga, área em que desenvolveu uma formação especializada em Portugal e Espanha.

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Iniciou os estudos de canto na Juventude Musical Portuguesa, com Maria Repas Gonçalves e Ana Paula Russo. Prosseguiu os seus estudos com Elsa Cortez e Joana Siqueira. Terminou a licenciatura em canto na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Luis Madureira. Trabalha regularmente com a soprano Margarida Natividade. Especializou-se em música antiga, tendo trabalhado com Jill Feldman, Maria Christina Kiehr, Ana Mafalda Castro, Ketil Haugsand, Richard Gwilt, Rainer Zipperling e Peter Holtslag. Terminou o mestrado em Musicologia, Educação Musical e Interpretação de Música Antiga, da Universidade Autónoma de Barcelona / Escola Superior de Música da Catalunha, na classe de Lambert Climent, com classificação máxima, tendo apresentado a sua tese final de mestrado sobre a música vocal ibérica de início do séc. XVIII. Frequenta atualmente o Mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa. Participou em cursos de aperfeiçoamento com Laura Sarti, Ana Ester Neves, Mercè Obiol, Tom Krause e Jorge Parente. Participou como solista com vários agrupamentos como a Capela Real, o Moscow Piano Quartet, o ensemble América Antiga, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, a Orquestra Clássica do Sul e a Orquestra Gulbenkian. Apresentou-se em concerto em O Messias, de Händel, o Magnificat e cantatas de J. S. Bach, o Requiem de W. A. Mozart, a Missa In tempore belli, de Joseph Haydn, o Stabat Mater de Arvo Pärt, entre outras. Em ópera apresentou-se em Dido e Eneias, de Henry Purcell (Spirit), o Combattimento di Tancredi e Clorinda, de Claudio Monteverdi, As Bodas de Figaro, de W. A. Mozart (Cherubino). Participou no workshop ENOA com Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini (La Vecchia), com a Orquestra Gulbenkian. Foi Rosina no espectáculo Beaumarchais, do compositor Pedro Amaral, no Teatro D. Maria I, com a Orquestra Gulbenkian. Membro do Grupo Vocal Olisipo, apresentou-se em numerosos concertos em Portugal, Canadá, Itália, França, Espanha e Singapura. Membro do Coro Gulbenkian. 

Carlos Monteiro (Tenor)

Atualmente, Carlos Monteiro, é reconhecido como um dos tenores portugueses mais ativos no repertório antigo, coral e operático.

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Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Setúbal. Licenciou-se em Ciências Farmacêuticas na Universidade de Lisboa. Fez o curso de Canto no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Rute Dutra. Concluiu a licenciatura em Canto na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Luis Madureira. Terminou em 2018 o Mestrado em Canto no Real Conservatório de Haia (Holanda) na classe de Rita Dams. Trabalhou técnica e estilo com Jill Feldman, Howard Crook, Susan Waters, Elisabete Matos, João Lourenço, Noa Frenkel e Catrin Wyn Davies. Fez masterclasses com Enza Ferrari, Yvonne Minton e Tom Krause. Em ENSEMBLE trabalha regularmente com La Capella Reial de Catalunya, sob a direcção do maestro Jordi Savall. É membro do Grupo Vocal Olisipo. Entre as várias obras que apresentou como SOLISTA destacam-se: Serenade Op. 31 (B. Britten); Programa Magnificat & Jubilate – Jordi Savall & Le Concert des Nations (cover do solista); Le Roi David (Arthur Honegger); Masse C Dur, Op.86 (L. V .Beethoven); Carmina Burana (Carl Orff); Zarzuela Salir el Amor del Mundo, S. Durón;  Messiah, G.F. Handel; Oster-Oratorium (J. S. Bach); Johannespassion, J. S. Bach (Tenor e Servus); Markuspassion (J. S. Bach)(Evangelista e Tenor na reconstrução de Simon Heighes); Messa di Requiem (W. A. Mozart). Em ÓPERA interpretou: Peppe/Beppe em Rita (G. Donizetti); D. Fábio em O Basculho de Chaminé (Marcos de Portugal); Don Ottavio em Don Giovanni (W.A.Mozart); Commissario di Polizia em Il Signor Bruschino (G. Rossini); Basilio/Don Curzio em Le Nozze di Figaro (W. A. Mozart); Gherardo em Gianni Schicchi (G. Puccini); Nerone em L’Incoronazione di Poppea (C. Monteverdi); Catone em Catone in Utica (A. Vivaldi); Ulisse in Penelope la casta (A. Scarlatti); Paride in Il ratto di Helena (Marco Vitale); Gérald em Lakmé (Léo Delibes). Como solista trabalhou com os maestros: Jorge Carvalho Alves, Jean Sebastien-Béreau, Cesário Costa, Jordi Savall, Marcos Magalhães, João Paulo Santos, Yi-Chen Lin, Paul Valk, Dinis Sousa, Pedro Carneiro, Paulo Lourenço, Pedro Amaral, António Lourenço, Myguel Castro, Vera Batista, Élio Murcho, Nicholas Achten, Marco Vitale e Armando Possante. Participa em várias gravações, entre as quais: Lux in Tenebris, Obras de Jean-Sébastien Béreau (La Mà de Guido); Magnificat & Concerti, Jordi Savall (Alia Vox); Guerre & Paix, Jordi Savall (Alia Vox); Heinrich Isaac, Jordi Savall (Alia Vox); seis orgãos da Basílica de Mafra, DVD (edição RTP); colecção Compositores Portugueses XX/XXI da Associação Musical Lisboa Cantat; colecção Fernando Lopes-Graça – obra coral a capella da Associação Musical Lisboa Cantat. Para mais informações consulte o site oficial: www.carlos-monteiro.com.

Carlos Pedro Santos (Barítono)

Numa carreira marcada pela versatilidade, Carlos Pedro Santos, cruza a música sacra, a ópera, o canto gregoriano e projetos vocais de diferentes estilos.

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Iniciou os seus estudos musicais em Lisboa, cidade de onde é natural. Diplomou-se em Canto no Conservatório de Amesterdão, em 2002, na classe do barítono alemão Udo Reinemann. Interpretou a Missa em Dó maior de Beethoven, Um Requiem Alemão de Brahms, o Requiem de Fauré, o Requiem de Mozart, o Messias de Händel, a Messa di Gloria de Puccini, e a cantata Ich habe genug de J. S. Bach, entre outras obras. Trabalhou com orquestras como a Sinfónica Portuguesa, a Sinfonietta Zürich ou a Filarmonia das Beiras e com os maestros Graeme Jenkins, Donato Renzetti, Giovanni Andreoli e António Lourenço.

Participou na estreia de Post-truth, obra do compositor e maestro João Tiago Santos. No domínio da ópera interpretou Don Alfonso (Così fan tutte de Mozart), Eneias (Dido e Eneias de Purcell), Crown (Porgy and Bess de Gershwin), o Relógio (L’enfant et les sortilèges de Ravel), Franck (O Morcego de J. Strauss), Bartolo (As bodas de Figaro de Mozart), Ben (The Telephone de Menotti) e Plutão (La descente d’Orphée aux enfers de Charpentier).

Foi membro do Coro Gulbenkian. A sua atividade musical estende-se do canto gregoriano ao jazz e à música ligeira. Foi membro fundador do Coro Gregoriano de Lisboa e do quarteto Tetvocal. Com estes grupos gravou vários discos, reconhecidos pela crítica nacional e internacional pela sua qualidade. É membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos desde 2008.

António Esteireiro (Órgão)

Organista, investigador e pedagogo, António Esteireiro, especializou-se em órgão, improvisação e música sacra.

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Natural de Lisboa, é doutor em Artes Musicais pela Universidade Nova de Lisboa. É também licenciado em Órgão pela Escola Superior de Música e Teatro de Munique, e em Música Sacra pela Escola Superior de Música Sacra e Educação Musical de Regensburg (Classe de Órgão e Improvisação de Franz Josef Stoiber). Tais estudos só foram possíveis com o apoio da Diocese de Regensburg e da Fundação Geiselberg de Munique. O interesse pela música de Olivier Messiaen levou-o até Bremen onde estudou também com Hans-Ola Ericsson. Tem realizado concertos como solista, e integrado em várias formações corais e orquestrais, em vários países europeus, no México e no Brasil. 

Além de convidado regular dos principais ciclos de concertos e festivais de órgão nacionais, coordenou também os Ciclos de Concertos de Órgão na Basílica dos Mártires em Lisboa, e a Integral da Obra para Órgão de Olivier Messiaen, apresentada na Sé Patriarcal de Lisboa, por ocasião das comemorações do centenário deste compositor. Professor de Órgão nos Cursos Nacionais de Música Litúrgica organizados pelo Secretariado Nacional de Liturgia, é também diretor musical do Serviço de Música Sacra da Paróquia de Santa Maria de Belém. Enquanto titular do órgão Hermann Mathis da Paróquia de Santa Maria de Belém, coordena a programação do Ciclo de Concertos de Órgão no Mosteiro dos Jerónimos. Atualmente pertence ao corpo docente da Escola Superior de Música de Lisboa lecionando as disciplinas de Órgão e Improvisação.

Mário Redondo (Ator, cantor e encenador)

Com uma carreira artística multifacetada, Mário Redondo, tem marcado presença em algumas das mais importantes produções de teatro musical e ópera em Portugal.

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Formado pela ESTC (Escola Superior de Teatro e Cinema) e EMCN (Escola Artística de Música do Conservatório Nacional), trabalha desde 1992 em todas as áreas de actividade de um actor-cantor.

Destacou-se nos musicais “Ópera de Três Vinténs”, como Mack da Naifa (T.Aberto, 2005); “Sonhos de Einstein”, como Einstein (T.Trindade, 2005/2006); “Sweeney Todd”, como Sweeney Todd (T.Aberto, 2007); “Evil Machines” (T.S.Luiz, 2008); “Tomorrow Morning” (Casino Lisboa, 2014); “Jesus Cristo Superstar” (ContraCanto, 2014); “The Cradle Will Rock” (T.Aberto, 2022/2023); “We Will Rock You” (Campo Pequeno, 2024); e “Fátima” (T.Politeama, 2025).

Em 2008 foi nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Actor de Teatro, por “Sweeney Todd”. 

Na ópera, destacam-se as suas criações de Sam em “Trouble in Tahiti”, de Bernstein (Amiens/França, 2003); Ivan Iakovlevitch em “O Nariz”, de D.Chostakovtch (S.Carlos, 2006); Conde em “As Bodas de Fígaro”, de Mozart (T.Trindade, 2006); Angelotti em “Tosca”, de Pucinni (S.Carlos, 2008); Kuligin em “Katya Kabanova”, de Janacek (S.Carlos, 2011); Monterone em “Rigoletto”, de Verdi (S.Carlos, 2013); Pangloss em “Candide”, de Bernstein (S.Carlos, 2013-2017); Barone Duphol em “La Traviata”, de Verdi (S.Carlos, 2018); e Doctor Mahodan/Narrador em “Johnny Johnson”, de Weill (S.Carlos, 2026).

Encena teatro e ópera desde 1987, colaborando com o São Carlos, o Chapitô, o festival Zêzere Arts, a EMCN, a Plano6, e o GERADOR, entre outros.

Marta Vicente (Contrabaixo)

Afirmando-se como uma das mais destacadas contrabaixistas e violonistas portuguesas na área da música antiga, Marta Vicente, dedica-se à interpretação.

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Iniciou os seus estudos de música na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, nas classes de contrabaixo dos Professores Adriano Aguiar e Pedro Wallenstein. Estudou ainda com Alejandro Erlich-Oliva e Duncan Fox.

Nasceu em Lisboa. É licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Lisboa, tendo exercido Farmácia Comunitária durante doze anos. Simultaneamente, licenciou-se em Contrabaixo e Violone no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real de Haia (Holanda), na classe de Margaret Urquhart.

Frequentou masterclasses com Rainer Zipperling, Margaret Urquhart, Sigiswald Kuijken, Mieneke van der Velden, Ton Koopman, Jacques Ogg, Patrick Ayrton, Charles Toet, Richard Gwilt, Peter Holtslag e Daniël Brüggen.

É fundadora e Directora Artística da Orquestra Barroca Real Câmara, cuja direcção musical está a cargo do maestro e violinista Enrico Onofri.

Foi membro da Orquestra Barroca Divino Sospiro e colabora com grupos especializados internacionais tais como La Grande Chapelle, Ludovice Ensemble, Ensemble Bonne Corde, Orquestra Barroca D’ Aquém Mar, Bando do Surunyo, Sete Lágrimas, Concerto Campestre, La Nave Va, Capella Patriarchal, Luthers Bach Ensemble, New Dutch Academy, Wallfisch Band, Opera2Day, Americ’Antiga e La Suave Melodia.

Apresentou-se em vários festivais e inúmeros concertos em toda a Europa, Brasil, México e Japão. Colaborou com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa e apresentou-se com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Deutsche Kammerphilharmonie de Bremen.

Trabalhou sob a direcção de Enrico Onofri, Rinaldo Alessandrini, Harry Christophers, Alfredo Bernardini, Chiara Banchini, Cecilia Bernardini, Massimo Spadano, Elizabeth Wallfisch, Vittorio Ghielmi, Alberto Grazzi, Kenneth Weiss, Ketil Haugsand, Riccardo Doni, Vanni Moretto, Marc Hantaï, Peter Van Heyghen, Sigiswald Kuijken, Albert Recasens, Michel Corboz e Laurence Cummings.

Gravou cerca de duas dezenas de discos para etiquetas discográficas como a Naxos, Lauda, Dynamic, Pan Classics, Nichion, Passacaille Records, Ramée, entre outras, bem como para as rádios Antena 2 e Radio France, e os canais televisivos Mezzo e RTP.

Jenny Silvestre (Cravista, musicóloga e jurista)

Num percurso singular, Jenny Silvestre desenvolve uma atividade que cruza a interpretação musical, a investigação e a direção artística.

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Licenciada em Cravo (Escola Superior de Música de Lisboa) e em Direito (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa), é doutorada em Ciências Musicais Históricas (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa). Conta com uma pós graduação em Cravo (Escola Superior de Música da Catalunha, Espanha) e uma pós graduação em Gestão Empresarial, vertente de Estratégia de Investimentos e Internacionalização (Instituto Superior de Gestão). Ao longo da sua formação participou em diversas classes de alto aperfeiçoamento com cravistas como Ketil Haugsand, Hilton Wiuniwsky, Hermann Stinder, Rosanna Lancelote, Kenneth Weiss, Chiara Banchini e Laurence Cummings, entre outros.

Para além da sua actividade como instrumentista, foi responsável pela criação das Classes de Cravo da Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, e do orfeão de Leiria.

É fundadora e presidente da Academia Portuguesa de Artes Musicais. Assume as funções de diretora dos Congressos Internacionais de Musicologia Histórica organizados pela Academia Portuguesa de Artes Musicais, bem como a direção dos projetos pluridisciplinares da mesma. Tem sido ao longo dos anos diretora e programadora artística de diferentes festivais e ciclos de concertos. Participou na estreia mundial das obras “Magnificat em talha dourada” e “Horto sereníssimo”, do compositor Eurico Carrapatoso, bem como no conto infantil “O que aconteceu no Museu da Música”, do compositor Sérgio Azevedo. Estreou ainda a “Inventio 2”, de Bruno Gabirro e a peça “Prelúdio e Festa”, de Sérgio Azevedo, especialmente escrita para ela. Em 2009, foi assessora musical do premiado filme do realizador chileno Raúl Ruiz, “Mistério de Lisboa”. Em 2018 estreou, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, o seu primeiro filme documental, “Momento 1910”, acompanhado pela orquestra Melleo Harmonia, orquestra residente da Academia Portuguesa de Artes Musicais. É curadora de várias programações de música Clássica, destacando-se a programação Música no Termo. É fundadora e diretora do Laboratório de Ópera Portuguesa no CCB, e curadora de .