Doce Espiritualidade

Música no 100

O Luiza Andaluz Centro de Conhecimento, em parceria com a Égide – Associação Portuguesa da Artes, dá continuidade ao Ciclo “Música no 100”.

15 de março, 2025 | 17h
Doce Espiritualidade

PROGRAMA

16h15 | Abertura de Portas

17h00 | Concerto “Scenas Portuguesas

 

José Pedro Ribeiro, piano

 

Obras de 

Bedřich Smetana (1824-1884)

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

José Vianna da Motta (1868-1948)

Franz Liszt (1868-1886)

“Que Deus tome o teu coração e que Ele aí faça a sua obra! Prepara-te e vive do amor.”

Luiza Andaluz

A infância de Luiza Andaluz decorreu sem sobressaltos. Na realidade, terá sido uma fase particularmente feliz da sua vida, durante a qual desfrutou dos pais e das suas três irmãs numa Santarém pacata, na casa de família, bem perto do Convento das Capuchas daquela cidade, numa rotina contrastante com a época de banhos, passada anualmente na cosmopolita vila de Cascais. É durante estes primeiros anos que a grande espiritualidade e devoção que viria a caracterizar a sua personalidade começa a ganhar forma, alicerçada certamente nos elevados princípios ético morais transmitidos pelos pais e que seriam comuns às suas irmãs. Não se sabe com pormenor o grau de profundidade que Luiza terá desenvolvido com o universo musical, mas sabemos que a música foi sempre um pilar importante na sua educação, elemento integral da formação das alunas do posterior Colégio Andaluz. No entanto, pese embora a falta de conhecimento, não nos custa imaginar quais as harmonias que preencheriam o cenário quotidiano de Luiza Andaluz e dos seus entes queridos, um quotidiano feito de aprendizagens e de brincadeiras, nas quais, a avaliar pelo encantador conjunto de alfaias litúrgicas em miniatura que consta do seu espólio, não excluiriam uma espécie de doce espiritualidade infantil. A partir do palacete de São Mamede viajaremos pelo delicioso universo sonoro das Scenas Portuguesas , op. 9, do grande Vianna da Motta, ricamente complementadas por pinceladas inspiradas de outras obras que, certamente, ecoariam nas casas particulares da elite nacional da 2ª metade do séc. XIX e início do séc. XX.